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2007: O auge do Orkontro em 7 discos

2007: O auge do Orkontro em 7 discos

2007 foi um ano de muitas experimentações na música. Algumas deram claramente errado e vivem apenas num passado de comunidades do orkut esquecidas e páginas do myspace que não voltam mais. Outras deram muito certo e merecem ter sua primeira década comemorada. Aqui estão 7 álbuns que marcaram e ajudam a entender 2007!

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Riot!

Paramore

Talvez esse seja um dos poucos álbuns de 2007 que eu escutei na época do seu lançamento. Riot! foi o segundo álbum lançado do Paramore, e meu primeiro contato com a banda (não só meu, até porque foi o trabalho que lançou a banda para o mundo). "For A Pessimist, I'm Pretty Optimistic", "That's What You Get", "Hallelujah" e "Misery Business" são as quatro primeiras faixas do álbum, que se inicia com bastante força, com faixas que fazem barulho e explicam porque Riot! foi tão bem recebido pelo público. Nesse momento chegamos às baladinhas com "When It Rains" e "Let the Flames Begin", fazendo o ritmo do álbum desacelerar um pouco até que "Miracle" te faz voltar a bater cabelo.  E o que dizer de "Crushcrushcrush" né meus amigos? Uma das sábias escolhas como single, é bastante radiofônica. Chegamos à minha música de bad desse disco, "We Are Broken" (já chorei muito ouvindo essa música, mas muito mesmo). "Fences" e "Born For This" encerram o álbum pra cima, te fazendo mais uma vez bater cabelo. Riot! foi um álbum bem aceito pela crítica e pelo público por suas letras bem escritas, é aquele álbum que te faz acreditar em todas as faixas.

 

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For Emma,Forever Ago

Bon Iver

Melancólico e profundo, For Emma, Forever Ago nasceu em uma cabana no estado americano de Winsconsin, durante um processo de reclusão do vocalista Justin Vernon. O folk do norte-americano segue um caminho tortuoso cheio de angústia e sofrimento, que combinado com sua voz suave e seus falsetes delicados, nos envolve nessa atmosfera de uma desilusão amorosa não superada. Fica impossível para nós, meros mortais, não ser tocado por Bon Iver durante todas as  faixas do álbum. Com For Emma, Forever Ago é possível compreender toda essa fragilidade sentida por Vernon, nos transportando junto com ele para esse isolamento e processo de auto-cura que busca superar todo sofrimento.

 

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Neon Bible

Arcade Fire

Após uma estreia grandiosa com ‘Funeral’, Arcade Fire chega para surpreender todos nós (mais uma vez) com Neon Blible. Denso, sombrio e profundo, a banda traz um conjunto de melodias e letras que nos abraça de uma forma quase que transcendental. É incrível como o Arcade Fire consegue trazer uma multiplicidade de instrumentos e elementos harmônicos e fazem desse conjunto uma fórmula perfeita. Neon Bible foi gravado dentro de uma igreja, com coral militar e uma orquestra húngara, o que não é pra qualquer um, meus amigos. A melancolia do disco percorre caminhos nada convencionais, provando mais uma vez a qualidade do grupo canadense. Arcade Fire nunca decepciona, nunca!

 

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The Flying Club Cup

Beirut

Zach Condon e sua orquestra trazem um trabalho muito interessante em The Flying Club Cup. O segundo álbum do Beirut é carregado de influências folks, com instrumentos como tuba, acordeon, ukelele, criando uma atmosfera quase bem orgânica, nos remetendo a canções folclóricas da Europa. Ao ouvir The Flying Club Cup você se sente praticamente em um filme cult francês, os metais, e todos esses instrumentos diferentes trazidos por Zach criam uma sonoridade única e muito gostosa de se ouvir.

 

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Oracular Spectacular

MGMT

O MGMT estreiam com o álbum Oracular Spetacular, trabalho que mostram o potencial de uma do duo nova iorquino. Ousado e cheio de elementos experimentais, o álbum conta com sintetizadores, uma pegada oitentista e sons ambientes que fazem você viajar por esse mundo de sensações e possibilidades propostas pelo MGMT. Kids é sem dúvidas, a faixa mais emblemática de Oracular Spetacular, que ganhou um clipe bem creepy por sinal, com uma criança sendo perseguida por monstros e Joanna Newsom interpretando sua mãe desleixada. Juventude é o foco central desse álbum, que consolida o ótimo trabalho realizado pelo MGMT em sua estreia.

 

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A Grande Bola Azul

Scracho

Os anos 2000 foram cheios de bandas brasileiras mostrando seus trabalhos, muitas das vezes nascidos dentro de estúdios improvisados, isso não foi diferente para a banda carioca Scracho. A Grande Bola Azul é o primeiro trabalho da banda carioca e trouxe todo o seu pop-rock. Assim como a maioria das bandas “adolescentes” da época, Scracho trabalha em cima de letras cheia de romances, decepções amorosas e diversos temas que são vivenciados pelo seu público. Não estão presentes arranjos bem trabalhados, ou composições sensacionais, porém, a banda conseguiu fazer um trabalho relevante, interessante e irreverente.

 

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Blackout

Britney Spears

It’s Britney, Bitch! É com essa frase emblemática que a princesinha do pop inicia seu álbum Blackout. Após o término do seu casamento e a morte de uma tia próxima, Britney passa por um momento conturbado na sua vida. Protagonizando situações complicadas e perseguida por paparazzis, a cantora traz um álbum bem diferente do que todo mundo esperava. Nada de músicas tristes ou coisas do tipo: Blackout é regado de ironia e críticas sobre a fama e toda a perseguição que a cantora vinha sofrendo. A volta de Britney Spears foi surpreendente, meio confusa, mas icônica sem sombras de dúvida.

 

O Clubinho de Álbuns do Timbre

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1997: Introspecção e calças largas em 7 discos

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