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Somos o Timbre. Um espaço de opinião sobre música vibrando em novas frequências.

As 100 Melhores Músicas de 2017

As 100 Melhores Músicas de 2017

A música sempre foi um excelente canal para a arte representar o mundo e, dessa forma, provocar a reflexão que torna mais fácil entendê-lo ou, ao menos, suportá-lo. Ainda que valorizemos as complexas obras que artistas constroem através de álbuns completos, são as canções, essas pequenas peças do quebra-cabeça, que representam a forma mais acessível e universal de entrar em contato com a música, especialmente em tempos em que o mundo é de tão difícil compreensão.

Em 2017, a música ousou, arriscou e se impôs. Foi bela e fera, arte e política, afrontosa e tímida, foi bum bum e tam tam. Acima de tudo, mostrou que continuará sendo. Estas são as 100 melhores faixas de 2017.

 

100. You Said - Young Thug feat. Quavo

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Young Thug versão R&B dos anos 90: uma batida tímida e acordes de guitarra meio latina com a sofrência de quem se sente usado. Que bom que dá pra entendê-lo dessa vez. - Mariana Benevides

 

99. Sea as it Glides - Julie Byrne

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Apenas com sua voz onipresente, um violão paciente e o barulho do mar indo e vindo, Julie Byrne constrói uma imagética realista e onírica ao mesmo tempo, evidenciando a beleza da melancolia. - Victor Coelho

 

98. Astral Plane - Valerie June

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A inocência cativante no som de Valerie June esconde, no primeiro momento, a profundidade emocional dessa balada country que consegue, ao mesmo tempo, ser cósmica e pessoal. - Victor Coelho

 

97. Torrente - Fillipe Catto

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A marcha de Fillipe Catto em “Torrente” progride como uma dança ritualística para os astros e coisas fantásticas, que é maximizada pela voz imponente do cantor. - Victor Coelho

 

 

96. Disco Tits - Tove Lo

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“Disco Tits” tem uma pegada oitentista, bem disco mesmo. Com a mesma vibe de “Stay High”, música que trouxe Tove Lo para os holofotes, “Disco Tits” é ideal para ser ouvida em uma social com os amigos. - Marlon Pierre 

 

95. It Gets More Blue - Girlpool

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“I faked global warming just to get close to you” cantam as meninas do Girlpool em “It Gets More Blue”, um indie lo-fi marcante onde um amor niilista é maior que a própria Terra. - Victor Coelho

 

94. A Coisa Tá Preta - Rincon Sapiencia

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Rincon Sapiência reapropria a popular expressão pejorativa "a coisa tá preta", transformando-a em exaltação dançante, ao som do berimbau, à cultura preta e ao rap nacional. - Denyse Mathiesen
 

93. Minha Mulher Acha Que Eu Sou O Brad Pitt - Nill

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A batida com sample de Ashes To Ashes do David Bowie é a base ideal para um híbrido de rap com pop delicioso como esse, onde Nill fala sobre as desconfianças infundadas de sua mulher em relação a sua rotina. – Guilherme Montassier

 

92. World Made - Land of Talk

Indie rock delicioso com muitas guitarras, reverb e timbres alegres, só que sobre uma relação um tanto estranha.- Denyse Mathiesen

 

91. Enter Entirely - Cloud Nothings

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Apesar do seu novo álbum não ter sido dos melhores, o Cloud Nothings conseguiu mais um musicão com “Enter Entirely”, um convite para entrar sem medo na vida do autor ao som de um instrumental post-punk alternativo delicioso, marca registrada da banda. – Guilherme Montassier

90. Real Death - Mount Eerie

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A abertura poderosa do disco devastador de Phil Elverum, uma ode à sua falecida esposa. O fluxo de consciência iniciado na metade da música é um dos momentos musicais mais marcantes de 2017. - Victor Coelho

 

89. Cherry - Lana del Rey

Então, a vida amorosa da Lana Del Rey continua na mesma: não muito saudável e com uma atmosfera melancólica. Eu realmente vivi pra ouvir peras estragadas e essa mulher xingando sem motivo nenhum em um refrão. - Mariana Benevides

 

88. Passionfruit - Drake

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Após ter muito sucesso com faixas que utilizavam samples do dancehall, Drake cunhou mais um hit nesse estilo, porém mais desacelerado e intimista. Outra vez o artista conseguiu nos envolver com sucesso em sua narrativa de bom moço em busca de redenção em suas relações. – Guilherme Montassier

 

87. Changes - H.E.R.

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“Changes” é aquela música super fácil de se identificar. É uma declaração de amor que mostra como a gente passa por mudanças na vida. Uma baladinha deliciosa com uma batida envolvente.        - Marlon Pierre

 

86. Leila 20 - Priests

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A vocalista Katie Alice Greer, com sua voz robusta, confessa pesadelos e demônios internos. Para dançar olhando no olho do crush gótico. - Denyse Mathiesen

 

85. CRZY - Kehlani

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É impossível ficar parado ouvindo “CRZY”. É um hip hop misturado com pop e uma letra de empoderamento feminino. Kehlani vamos ser amigas e ficar locona juntas. - Marlon Pierre

 

84. Tonite - LCD Soundsytem

Você passa seis minutos sendo arrasado pelo o tempo que passou rápido demais e você é mais um ser rabugento, ansioso, cínico e entorpecido dançando com um synth meio oitentista e repetitivo amando cada segundo. - Mariana Benevides

 

83. Wondering - Xiu Xiu

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Destaque do álbum de uma das bandas mais únicas da atualidade, “Wondering” é uma faixa paradoxal. Contemplativa, ainda que angustiante, dançante e depressiva, feia, mas muito linda. Uma música muito interessante e com um quê de futurista. – Guilherme Montassier                                                                            

 

82. Foimal - Boogarins

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Com “Foimal”, os Boogarins mostram que se tornaram mestres do rock psicodélico. Com um cinismo delicioso, a faixa foi pensada pra te deixar saboreando cada camada de instrumentação. - Victor Coelho

 

81. Appointments - Julien Baker 

A dedicatória dessa música (lenta, guitarra e piano se fundindo em um) deveria ser: essa é pra você que cagou todos os seus relacionamentos por qualquer motivo! Prepare-se para chorar. - Mariana Benevides

80. Radio - Sylvan Esso

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Um hit dançante e irresistível a la James Murphy sobre os conflitos do duo com o que custa para ser famoso e tocar no rádio. - Denyse Mathiesen                 

 

79. Confidently Lost - Sabrina Claudio

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Sabe aqueles dias que você só quer ficar sozinho, mas sem que necessariamente isso seja uma coisa ruim? Então, “Confidently Lost” é exatamente sobre isso. A voz da Sabrina Claudio é suave e aveludada, essa é aquela música que você escuta várias vezes em dias assim. - Marlon Pierre   

                                      

78. Uh Huh - Julia Michaels

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Famosa por ser uma das melhores autoras no mainstream americano, Julia Michaels despontou em 2017, e sua melhor música foi “Uh Huh”, que contém um instrumental acústico e um refrão explosivo em piano comandado pela voz intensa da cantora. – Guilherme Montassier

 

77. A Private Understanding - Protomartyr

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A tensão crescente desde o primeiro toque da bateria é o palco onde essa canção é declamada feito um poema. Esse post-punk soturno tem um dos melhores trabalhos de composição do ano. - Victor Coelho                                                                                   

76. Undercover - Susanne Sundfør

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A peça central da obra trágica de Susanne Sundfør é acessível mantendo a erudição de sua produção. A tensão da melancolia cresce até explodir da metade pro final num clímax impressionante. - Victor Coelho                                                                                   

75. Human - Sevdaliza

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Pescando influências de Björk, Portishead e FKA Twigs, Sevdaliza entrega uma versão dançante, sedutora e minimalista das suas referências, declarando em tom curiosamente robótico que é humana, tem carne e osso. - Denyse Mathiesen
 

74. JUNKY - BROCKHAMPTON

“I do the most for the culture by just existing” e assim, com um verso, essa música resume a importância e a resistência de ser LGBT - seja no mundo ou na cena rap. - Mariana Benevides                                            

73. Capim Guiné - BaianaSystem

A guitarra mais poderosa desse ano vem da Bahia. Remete à multiplicidade da cultura e da natureza brasileira e como essa pluralidade só nos torna mais grandiosos, mesmo que nem sempre a enxerguemos. - Mariana Benevides

 

72. Get You - Daniel Caesar feat. Kali Uchis

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Com apenas 22 anos Daniel Caesar faz um R&B maravilhoso de letras profundas. É daquelas músicas que te deixam mole e com vontade de se apaixonar. Kali Uchis dá um toque especial para a faixa. - Marlon Pierre

 

71. Ogre - Richard Dawson

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A trilha sonora perfeita e propositalmente desengonçada para uma aventura em uma floresta nova. "Ogre" é um folk não convencional, repleto de camadas dissonantes e explosivas de vozes e instrumentação em texturas rústicas. - Denyse Mathiesen

 

70. Boys - Charli XCX

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Uma das mentes mais criativas do pop atual trouxe essa música chiclete, com um sample de aquisição de moedas do Mario, para descrever uma geração de meninas(os) que passam horas e horas distraídos analisando pretendentes pelos seus celulares. “I was busy dreaming 'bout boys...”. – Guilherme Montassier

 

69. Lei do Retorno - MC Don Juan e MC Hariel

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O funk paulista chegou com tudo, “Lei do Retorno” é a prova disso com uma história de um amor não correspondido e sobre as voltas que a vida dá. A letra é engraçada, não dá para negar, mais um hit que não sai da cabeça. - Marlon Pierre     

                                    

68. Fazer Falta - MC Livinho

“Na ho-ra que me es-cu-ta-ar / vai ver que is-so não é dra-ma-a, hmm…” Livinho canta nos primeiros segundos da música, sem nenhuma batida ao fundo, e já há algo hipnótico nisso. Depois a batida chega, logo transmuta, e o estado hipnótico vira um transe irresistível - Mariana Benevides

 

67. Hard Times - Paramore

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Vocês esperavam uma música feliz e colorida do Paramore? Porque eu não. Mas “Hard Time” é exatamente isso. Pra cima e dançante, a música mostrou uma mudança brusca na banda e é boa demais! - Marlon Pierre

 

66. K - Cigarettes After Sex

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Suave e envolvente ‘K’ tem essa pegada meio folk, meio indie, com uma pitada de melancolia que te faz querer abraçar alguém e dançar agarradinho. - Marlon Pierre                                                 

 

65. Another Weekend - Ariel Pink

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A excentricidade introspectiva de Ariel Pink está por toda parte em “Another Weekend”. É possível visualizar sua timidez ao ouvir versos que misturam o pop com um toque de chanson française. - Victor Coelho                                                                                                                                                                             

64. Over Everything - Courtney Barnett & Kurt Vile

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Um dueto de soft rock fofo que apesar de tratar de solidão e de mergulhar com prazer em si mesmo e na música, ironicamente se destaca pelo diálogo e energia entre Kurt e Courtney, que transmitem um sentimento de parceria no estilo "vamos ficar sozinhos juntos?". - Denyse Mathiesen .                 

       

63. I Ain't Got Time! - Tyler, The Creator

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Tyler transforma, com maestria, uma sample de "Groove is In The Heart" em pano de fundo para reclamar num estilo Susana Vieira: sem paciência pra quem tá começando. - Denyse Mathiesen

 

62. Wallowa Lake Monster - Sufjan Stevens

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A fusão da fantasia com a realidade de um passado trágico nessa faixa que foi cortada do excelente Carrie & Lowell (2015) torna “Wallowa Lake” a melhor faixa que Sufjan lançou em 2017. - Victor Coelho

 

61. Supermodel - SZA

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Vulnerabilidade e insegurança são palavras que descrevem perfeitamente “Supermodel”. SZA conta sobre o término de um antigo relacionamento, é uma música melancólica que te leva para esse estado de vulnerabilidade junto com ela. - Marlon Pierre        

60. Feel It Still - Portugal. The Man

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Um hit inesperado, essa música tocou em todos os lugares. A voz fina e anasalada do John Gourley, vocalista da banda, é contagiante e nos guia pelo instrumental simples porém efetivo, numa pegada indie rock. Uma música sobre liberdade e rebeldia, em menos de 3 minutos. – Guilherme Montassier         

 

59. Deadly Valentine - Charlotte Gainsbourg

Quanto tempo dura um voto de casamento? Ele pode ser poético, filosófico , pensativo e sombrio, e te fazer dançar e pular ao mesmo tempo? Eu não sabia até essa canção. - Mariana Benevides   

                         

58. Give Me A Reason - Ibibio Sound Machine

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O pop eletro-africano de Ibibio Sound Machine encontra sua faceta mais enérgica nessa faixa, uma das mais divertidas do ano. Os vocais de Eno Williams alternam entre o inglês e o ibibio (idioma nigeriano) para buscar liberdade e diversão. - Victor Coelho                                                                                   

57. Malibu - Miley Cyrus

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Depois da sua fase “dorgas” em seu último álbum, Miley volta com uma imagem repaginada, e “Malibu” foi o tiro certeiro para a volta da artista, com um country leve e arejado levando melodias bem arranjadas, falando de um amor que melhorou tudo na vida da cantora. – Guilherme Montassier

 

56. Boys Will Be Boys - Stella Donnelly

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O primeiro single da cantora australiana é emocionante. Enquanto dedilha o violão, sua voz suave reconta a pior experiência que uma pessoa pode passar. E ainda deixa o recado para estupradores: eu nunca vou deixar vocês em paz. - Mariana Benevides                                                               

55. The Coming - Jesca Hoop

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Fechando o seu incrível álbum Memories Are Now, The Coming é uma música extremamente espiritual. Jesca Hoop nos fala sobre o seu despertar para fora do mundo religioso de forma tocante e com uma letra digna de Bob Dylan. Tocante, frágil e singela. – Guilherme Montassier                                                                                                                                                     

54. Dum Surfer - King Krule

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A visceralidade, sujeira e violência do som de King Krule mais uma vez se combina ao misto indecifrável de punk rock, hip hop e jazz, resultando em uma faixa descompassada, anacrônica, e sofisticadamente bagunçada.  - Denyse Mathiesen                           

                                                    

53. Sugar for The Pill - Slowdive

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Uma balada gentil sobre um romance instável e essencialmente ruim, mas com momentos doces superficiais, como açúcar engolido junto com uma pílula. Um dos melhores trabalhos shoegaze do ano. - Denyse Mathiesen                                                                 

52. Tunnel Vision - Kodak Black

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Com uma das batidas mais infecciosas do ano, “Tunnel Vision”, desde seu clipe incrível ao refrão, que é um dos mais grudentos do ano é uma delícia. Ouvir as preocupações de um homem negro envolvido com o crime em como melhorar na vida em uma sociedade que não quer que isso aconteça é fascinante. – Guilherme Montassier

 

51.Eclipse - Loona

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“Eclipse” é a música mais madura do grupo coreano Loona. A faixa é a união do k-pop e o urban R&B, e conduzida brilhantemente por Kim Lip. É aquela música que vicia logo na primeira vez. - Marlon Pierre

                                                                                               

50. Party People - Vince Staples

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Quem diria que o hino niilista depressivo do ano viria da mistura de rap com house music de Vince Staples? Suprimidos na batida frenética de “Party People” estão os vestígios de desespero suicida  de alguém que só consegue ver o caos. É a pior rave da sua vida e ela só está começando. - Victor Coelho

49. Bobby - (Sandy) Alex G

O duelo de cordas de violão com violino e duas vozes desafinadas cantam uma história de angústia e vergonha. E a melhor parte é que o tal Bobby é um enigma. - Mariana Benevides                                           

 

48. ELEMENT. - Kendrick Lamar

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Kendrick reflete sobre as suas experiências na periferia, reforçando que isso está entranhado na sua história mesmo após sua ascensão como super estrela.  - Denyse Mathiesen

 

47. This Old Dog - Mac deMarco

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Em uma das faixas de maior destaque do seu último álbum, Mac encarna o personagem de cachorro velho que não consegue esquecer um amor que lhe parece antigo e distante.  - Denyse Mathiesen

 

46. Desafío - Arca

Uma quasi-opera pop vanguardista cheia de falsettos e sirenes distribuídos em diversas camadas complexas na qual Arca transforma o sensual e o carnal em algo emocionalmente denso. - Mariana Benevides

 

45. Road Head - Japanese Breakfast

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Um synth-pop descolado e sofisticado encontra uma letra sobre boquetes na estrada na obra dançante e viajante de Michelle Zauner. Embalada pela voz reverberada e arrastada de Michelle e por uma batida e baixo constantes e fortes, "Road Head" é hit de boate alienígena. - Denyse Mathiesen                          

44. I Promise - Radiohead

Nada mais irônico do que uma música sobre devoção cega aguardar vinte anos para ser lançada oficialmente. Nada mais Radiohead do que um b-side descartado, um pégasos de bootlegs, ser tão descaralhante assim. - Mariana Benevides                     

43. Raingurl - Yaeji

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Em “Raingurl”, Yaeji une música eletrônica, sintetizadores e sua voz suave. Começa de mansinho e quando chega no refrão você se pega completamente envolvido, pois ele gruda na cabeça de uma forma bizarra. Tá feliz, Yaeji? - Marlon Pierre

 

42. Mask Off- Future

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“Mask Off” foi a grande exibição da moda de produção com flautas em 2017. Em meio a versos sobre uso de remédios controlados de forma ilegal e muito bragging, o Future nos encantou com a mágica do instrumental encaixando perfeitamente com seu estilo despojado de rimar. – Guilherme Montassier

 

41. Bad and Boujee - Migos

Esse hino trap é a ostentação versão sonho-americano-do-gueto: vencer na vida (“We came from nothin’ to somethin”) e gastar o seu dinheiro suado com as coisas boas da vida. - Mariana Benevides          

                                                 

40. Mourning Sound - Grizzly Bear

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Ed Droste e Daniel Rossen usam muito bem o contraste de suas vozes nessa faixa que é pop sem ser doce, elétrica sem ser eletrônica, rock sem ser pesada. O luto (mourning) e a manhã (morning) se confundem nessa faixa cansada de alguém que hesita sobre seguir em frente. - Victor Coelho

39. K.O. - Pablo Vittar

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“Eu me entreguei e decretei K.O.”. Todo o Brasil decretou também, e uma drag queen conseguiu ser uma das artistas nacionais mais midiáticas do ano. “K.O.” é um orgulho, com seu instrumental voltado pro brega do Norte e letra chiclete sobre um amor inescapável que ficou na língua de todo mundo em 2017. – Guilherme Montassier

38. Plastic 1000° C - Sampha

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Cheia de questionamentos e auto reflexões, “Plastic 100ºC” começa devagar e vai crescendo gradativamente. É um R&B incrível produzido por Sampha e que tem um longo instrumental no final que facilita a análise de todos os questionamentos levantados pela música. - Marlon Pierre                        

37. Sign of the Times - Harry Styles

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Quem diria que o menino do One Direction ia apresentar uma música tão madura né, gente? “Sign of the Times” é forte, melancólica e encorajadora. Harry Styles começou a ser visto de outra forma depois dessa música. - Marlon Pierre

 

36. Aquela Força - Maglore

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Maglore fez um trabalho incrível em seu último álbum Todas As Bandeiras, e a faixa “Aquela Força” é a prova disso. Uma música com um instrumental incrível, uma letra otimista e encorajadora que vai ganhando força a cada estrofe. - Marlon Pierre

        

35. Third of May / Odaigahara - Fleet Foxes

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Durante seus 9 minutos, "Third of May/Odaigahara" se expande em diferentes seções, abusando da sonoridade natural e mística que os instrumentais de Fleet Foxes oferecem, e imergindo o ouvinte em uma floresta de sons, repleta de vida. - Denyse Mathiesen                                                                             

34. Mythological Beauty - Big Thief

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Através de sussurros e a constância dos instrumentos acústicos, como imagens projetadas brevemente numa tela, Adrianne Lenker conta a trajetória de sua mãe, culminando num episódio traumático de sua própria infância para falar de amor e sacrifício. - Victor Coelho

33. Ninguém Perguntou Por Você - Letrux

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O amor platônico de fato vem em várias formas. Aqui o tal vira um pop delicioso inspirado pelo melhor que os teclados dos anos 80 nos presentearam. - Mariana Benevides


 

32. Legend Has It - Run The Jewels

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O "sanduiche de pasta de amendoim e geléia" do rap, como se descrevem em Legend, com seu misto perfeito de sonoridade agressiva  de rap com elementos de eletrônica, se fortalece e se exibe ainda mais nesse single frenético. - Denyse Mathiesen   

               

31. Boyfriend - Marika Hackman

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Abrindo o avassalador álbum I’m Not Your Man, “Boyfriend” é uma provocação à sociedade machista, onde Marika encarna uma sedutora mulher que passa a noite com outra que tem namorado, com uma letra cheia de deboche e instrumental no estilo grunge. Amém Marika!­ – Guilherme Montassier

30. Chanel - Frank Ocean

Construída sobre um piano, a produção discreta se une a voz única de Frank e o poder visual das suas histórias: a beleza do feminino com a agressividade do que é tido como masculino, e as diversas definições do que é ser humano. - Mariana Benevides                                                                             

 

29. Chained to The Rhythm - Katy Perry

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O hit açucarado de Katy Perry aparece por cima de uma letra paranoica nessa faixa cheia de loops e repetições. É o pop mostrando uma consciência autocrítica e inteligente. - Victor Coelho

 

                                        

28. Joga o Bum Bum Tam Tam - Mc Fioti

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Com direito a sample de flauta de Bach, batida de sarrar no chão e até versão internacional, o futuro do funk mostra sua cara no hit de MC Fioti que, com apenas 23 anos, compôs, gravou e produziu sozinho a faixa mais ouvida da história do gênero no Youtube. - Denyse Mathiesen

27. As Caravanas - Chico Buarque

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“As Caravanas” é o retrato irretocável da feiura natural da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil. Nas palavras cortantes de sua poesia em conjunto com a produção inteligentíssima e surpreendente, a voz cansada de Chico Buarque é apoiada por um batidão de funk que causa um espanto inesperado. - Victor Coelho

26. Los Ageless - St. Vincent

A Los Angeles (sacou?) de St. Vincent é calejada e despedaçada. Cheia de escárnio e desespero, uma sátira na qual a ferocidade é exorcizada em riffs disformes e synths densos. - Mariana Benevides            
 

25. Day I Die - The National

Quem nunca imaginou ou até fantasiou com o último dia de vida? Nessa faixa ele se torna catártico e energético; guitarras e percussões intensas moldam o melancólico característico da banda em algo (ainda) mais ansioso. - Mariana Benevides                   

              

24. Imagining My Man - Aldous Harding

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Enquanto Aldous Harding canta sobre o amor que imaginamos e o que recebemos, sua voz vai ganhando novas texturas nesta lindíssima balada de piano. O refrão dessa pequena e complexa obra cola e satisfaz por misturar a melancolia da letra aos gritinhos inesperados que vão surgindo. - Victor Coelho

23. LMK - Kelela

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Ai Kelela, porque você faz isso comigo? LET ME KNOW! Com uma vibe futurista, um pouco de R&B e essa sua voz maravilhosa, “LMK” é aquela música que você fecha os olhos e apenas sente de tão boa. - Marlon Pierre

 

22. Things It Would Have Been Helpful to Know Before the Revolution - Father John Misty

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Em uma de suas melhores performances como vocalista e compositor, o excêntrico Father John Misty imagina a vida após uma revolução anarquista que deu errado. Como as boas obras que imaginam o futuro, essa faixa é também sobre o aqui e agora. - Victor Coelho

21. Mother - IDLES

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O punk não morreu. Ele está vivíssimo, e a banda britânica Idles foi sua melhor representante em 2017. “Mother” é um soco na cara da burguesia, lidando com preconceito e luta entre classes de forma jocosa e criativa. “My mother works 17 hours 7 days a week” é uma das melhores sequências de versos do ano. – Guilherme Montassier                                                         

20. In Undertow - Alvvays

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Possivelmente a melhor música da carreira da banda, e principal single do álbum Antisocialites, "In Undertow" é um pico de toda a doçura melancólica de Alvvays. A alegria shoegaze das melodias contracena com a voz lânguida e as letras sombrias de Molly Rankin, em uma união agridoce. - Denyse Mathiesen                                                                             

19. Body - Syd

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Em “Body”, a Syd nos ensinou o que é sensualidade. A batida minimalista acolchoa a voz quase sussurrada da artista, que nos domina em seu universo onde um encontro tórrido está acontecendo, e nada melhor que uma mulher experiente para entender as necessidades de outra. – Guilherme Montassier                                                    

18. Homemade Dynamite - Lorde

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Animada e dançante, “Homemade Dynamite” é uma faixa que se destaca em Melodrama. Começando apenas na voz e acompanhada do piano, a música vai crescendo e explode no refrão. O barulho de explosão feito por Lorde dá o toque de genialidade à faixa - Marlon Pierre                                                          

17. Truth - Kamasi Washington

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Kamasi Washington continuou a encabeçar o revival de interesse no jazz esse ano, e “Truth” mostra o porquê: são 13 minutos de tirar o fôlego, onde o músico genialmente encaixa seu saxofone nervoso ao redor de um conjunto instrumental belíssimo, dando contexto e vida orgânica ao significado do título da canção. – Guilherme Montassier

16. Pa'Lante - Hurray for the Riff Raff

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“Pa’Lante” (“avante” em espanhol) se coloca como um eco às vozes oprimidas e desumanizadas da história recente. Acenando para “A Day In the Life” dos Beatles em sua estrutura, “Pa’lante” é a música consciente de sua própria história e da sua capacidade de causar reflexão. - Victor Coelho

15. The Gate - Björk

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O primeiro single de Utopia retrata bem a dicotomia da leveza da Bjork com a densidade da sua produção que está presente em Utopia. Com o auxílio da produção de Arca, Björk passa uma mensagem fragmentada e alienígena de entrega amorosa, em que se posiciona como portal, se desfazendo de orgulhos e feridas passadas e pedindo para ser amada e amar também. - Denyse Mathiesen

14. Pleasure - Feist

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Apesar de um álbum que dividiu opiniões sobre sua qualidade, Feist deixou sua marca em 2017 com esse single impecável. “Pleasure” é rica em texturas mesmo tendo um instrumental simples, e a letra é uma das melhores de sua carreira, passeando pelo desejo humano enquanto nos faz cantar. – Guilherme Montassier
                            

13. Te Amo Disgraça - Baco Exu do Blues

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O rap cheio de paixão que fala sobre um relacionamento intenso e visceral. “Te Amo Disgraça” brinca com samples de funks que intensifica a sua força criando uma atmosfera sexy e dando o flow perfeito para curtir a música com a pessoa que você está envolvido. - Marlon Pierre

12. Mary - Big Thief

Uma atmosfera minimalista guiada por voz e piano simultaneamente leve e carregada. De algum jeito bizarro e mágico, o Big Thief conseguiu capturar a vibração e a dor da nostalgia dos tempos mais simplórios de todos, que é a infância. - Mariana Benevides
 

11. Love Galore - SZA

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Uma lamentação linda e palpitante de SZA, que reflete sobre ao mesmo tempo precisar e não merecer amor e estar em um relacionamento em que a outra parte tem um interesse tóxico em você. A franqueza e vulnerabilidade de SZA, ao mesmo tempo se reconhecendo como vítima e culpada da sua situação, é emocionante. - Denyse Mathiesen         

10. Necomancia - Linn da Quebrada feat. Gloria Groove

 Destaque do maravilhoso álbum Pajubá, “Necomancia” é uma música de afronte e empoderamento. Linn nos dá versos rápidos, em uma música com uma batida frenética, mistura de EDM com o funk carioca. A letra é inspiradora e agressiva, inflando o ego de homossexuais, travestis e toda a sorte de pessoas marginalizadas pelo que são perante a sociedade. E no refrão mais engraçado do ano, ela diz “Ai que bicha, ai que baixa, ai que bruxa!/Isso aqui é bicharia, eu faço necomancia”, e enquanto cantamos, saímos dando risada da cara dos machistas e homofóbicos. – Guilherme Montassier

9. Everything Now - Arcade Fire

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A discoteca metálica do Arcade Fire está lotada de nostalgia. Entre os sintetizadores e os globos de luz, há o imediatismo desesperado das vozes que exigem “tudo agora!”. Nessa balada setentista, a banda tenta se agarrar ao passado e ao futuro, percebendo que, mais cedo ou mais tarde, vai ter que abrir mão de algumas coisas. Pelo menos sabemos que não será do talento para fazer músicas épicas. - Victor Coelho                             


8. Bodak Yellow - Cardi B

Bodak Yellow é um hino. Sempre foi, sempre será e se concretizou como tal assim que o flow agressivo e absurdo provindo do Bronx emerge no verso de abertura com o que sem sombras de dúvidas é a melhor descrição de Louboutins que esse mundo não merece mas que ganhou mesmo assim. O carisma e a confiança de Cardi B - primeira rapper a conseguir o número 1 na Billboard em 20 anos (!) - nos conquista subitamente, e nos inspira a sermos autênticos conforme a ouvimos se impondo de novo e de novo e mais uma vez. No final das contas, é um marco que só poderia ter vindo de uma mulher periférica negra e latina. - Mariana Benevides

 

7. Bad Liar - Selena Gomez

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Ê Selena Gomez, quem te viu quem te vê! Depois de alguns momentos complicados na vida pessoal, a cantora deu a volta por cima e apresentou o single “Bad Liar” que surpreendeu todo mundo. Eleita a melhor música do ano de 2017 pela Billboard, fica evidente que Selena está mais madura vocalmente e mais criativa também. Apesar de uma pegada mais animada, a música soa completamente sexy onde entre sussurros e gemidos Selena declara seu fracasso ao tentar se demonstrar forte após um término. - Marlon Pierre

6. Drew Barrymore - SZA

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O R&B pop de SZA encontra as palavras para expressar sentimentos complexos de autoestima, amor e amadurecimento feminino. E como palavras não bastam, esse épico musical conta com vocais e produção emocionantes. É uma daquelas faixas que impressionam por transformar questões pessoais em temas universais. A insegurança de SZA se projeta para dar voz à força da juventude feminina. - Victor Coelho

 


5. New Rules - Dua Lipa

“New Rules” foi a música que consagrou Dua Lipa no mundo pop. A cantora britânica já era uma aposta para o estrelato e vinha alcançando seu espaço aos poucos. Single após single, ficava mais evidente que a cantora se tornaria em breve um nome relevante no pop. Escolher “New Rules” como single do seu álbum talvez tenha sido a decisão mais feliz que a cantora tomou, a faixa tem a fórmula perfeita para o sucesso, refrão chiclete e letra com tema de término de relacionamento. O clipe com coreografia do squad de Dua para que ela não caia na tentação de se reaproximar do ex potencializou o sucesso de “New Rules”, o tornando um dos hits de 2017. - Marlon Pierre

4. Slomo - Slowdive

22 anos depois do seu último álbum, a banda britânica que é uma das maiores do shoegaze abre seu novo álbum homônimo com “Slomo”. E a gente sentiu o impacto né? É como se o tempo não tivesse passado, ou melhor como se depois de 22 anos eles estivessem ainda melhores e mais inspirados. O instrumental dessa música é absurdo, envolvendo elementos já presentes na discografia da banda, mas com uma ampliação de tons de introspecção e melancolia que cativa e acalenta. Com os vocais quase dissipados no meio da névoa musical criada pelos músicos, nos transportamos a um mundo quase religioso, onde o amor é devocional e o cenário gélido, como um porto em um dia de muita chuva e vento. Lindo demais. – Guilherme Montassier
 

3. Slip Away - Perfume Genius

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O single principal de No Shape é uma ode à liberdade e à força interior. Com uma instrumentação pop que reproduz o clima de correria da letra da canção, Mike Hadreas, a mente por trás do Perfume Genius, cria uma faixa que é quase gutural de tão orgânica. Ela tem vida, história e mundo próprios, cujos contornos são definidos pela voz cativante e vulnerável do cantor. Conseguir espantar as vozes (especialmente as que residem dentro de nós) é uma tarefa árdua que merece a celebração explosiva de “Slip Away”. - Victor Coelho

2. Green Light - Lorde

Há algo explosivo na arte da cantora neozelandesa. Mas sua erupção não vem da fúria e sim de uma uma euforia vulcânica, uma paixão e vivacidade por todas as facetas da juventude e da vida. Isso fica ainda mais evidente em “Green Light”, o seu single sobre auto descoberta pós-primeiro-término-pré-vida-adulta. Os riscos da produção de Jack Antonoff dão uma intensidade extraordinária à obra, cuja instrumentação segue uma reta crescente até o ápice; talvez a coisa mais espiritual em uma música pop desse ano, mesmo que o misticismo seja apenas uma vontade sobrenatural de sair correndo pela rua nos últimos segundos. É aqui que é o nirvana? - Mariana Benevides
 

1. DNA - Kendrick Lamar

Uau. Assim, sério. Kendrick Lamar respirou nesse música? A faixa de abertura do DAMN., logo após a introdução é um soco na boca do estômago. A produção instrumental tem um quê de mistério, com a batida intercalada com um arranjo de guitarra arrastado e intimista. Mas a atenção aqui é totalmente voltada ao rapper. Os versos são furiosos, diretos, certeiros, incontroláveis. No primeiro verso, ainda de maneira mais comedida, Kendrick nos fala sobre sua herança como homem negro, que carrega orgulho, realeza, majestade. Porém, após um sample de um comentarista da Fox News dizendo que o hip-hop era um meio de diminuir a causa racial nos Estados Unidos, vem o momento mais brilhante da música em 2017: um verso angustiado, como um rugido de um leão em dor, afrontando a ditadura branca que quer sempre dizer o que é melhor para os negros. Um tiro de canhão, um minuto em que o mundo para e ouve o que o atual rei do hip-hop tem a dizer. E, por um instante, parece que mais nada precisa ser dito. – Guilherme Montassier

 

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