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Blue Madonna - BØRNS

Blue Madonna - BØRNS

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Blue Madonna

BØRNS
Interscope
Janeiro/2018
Indie pop, Psychedelic pop, Alternative Rock
O que achamos: Muito Bom

Boatos de que o Garret Borns, a.k.a BØRNS consegui a tão sonhada fama depois que a cobrinha Taylor Swift recomendou sua música "Eletric Love" no Instagram dela em 2015. Bom, como esse mundo é muito louco, eu não duvido que a loira tenha ajudado sim na divulgação do moço. No mesmo ano ele debutou com Dopamine e caiu na graça da galera mais alterna. Apesar de eu ser bem pop farofeira, o som que BØRNS faz é do estilo que eu consumo muito, por isso ficarei muito feliz de falar sobre seu novo álbum 'Blue Madonna' pra vocês. Antes de mais nada, eu preciso falar que fico de cara com essa pegada psicodélica dos anos 70 misturada com um rockzinho alternativo e um pouco de indie pop. E também como ele consegue construir toda uma vibe futurista (apesar de usar referências de décadas passadas) nos seus trabalhos. O mais bizarro disso tudo é que ele acabou de completar 26 anos, pois é...

Blue Madonna começa com "God Save Our Young Blood' em parceria com a fada Lana Del Rey. Uma música de exaltação à juventude e ao universo. Eu simplesmente amei esse feat, ficou realmente com uma pegada hino de igreja, já imagino o clipe numa capela, com um filtro bem vintage e um monte de jovem com roupa de coral sabe? Tá, parei! As faixas conversam entre si, seja pelos temas amorosos, ou pela sua estrutura musical. Como eu disse antes, o álbum tem essa pegada psicodélica e um rock alterna, tu pega um Tame Impala e junta com um Vampire Weekend e pronto, é mais ou menos essa a vibe de BØRNS. Mas essa comparação não é algo ruim, não me entendam mal. A cada faixa, ficam evidentes todas essas referências e a maestria com que elas são usadas. Cada sample, cada sintetizador, cada guitarra e cada baixo é muito bem utilizado. Em "Iceberg" por exemplo, a primeira estrofe é quase que em acapella, daí vem uma guitarra e TUTUUUUM!!! Tu já tá arrepiado da cabeça aos pés.

Quase no fim do álbum temos "Tension (Interlude)" bem tropical e dançante, mas eu fiquei meio sem entender muito bem essa quebra, porque a próxima faixa 'Supernatural' segue a mesma linha das anteriores. A faixa título do álbum trás Lana mais uma vez, num vocal quase que celestial, e se a gente parar pra pensar, essa pegada faz todo sentido: Madonna é uma deusa e o blue só me faz pensar na Nossa Senhora (viajei muito? acho que não hein... reflitam sobre isso). Encerrando temos "Bye-bye Darling" e eu pensei 'ele tá terminando um álbum com uma música de término, bixo isso é muito legal e muito clichê ao mesmo tempo'.

Podemos definir Blue Madonna como uma viagem aos questionamentos e ao turbilhão de emoções vividos na juventude. Mesmo com essa pegada de outras décadas, é um álbum fácil de digerir, talvez por suas letras clichês,  talvez pelos seus temas vividos por qualquer pessoa na face da terra. Mas é evidente de como todas as faixas são bem produzidas e como o projeto foi bem amarrado. É um nicho bem específico e difícil de agradar a todos os ouvidos, porém consolida BØRNS na indústria deixando a gente com vontade de conhecer mais ainda o artista.

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