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Good Girl Gone Bad - Rihanna

Good Girl Gone Bad - Rihanna

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Good Girl Gone Bad

Rihanna
Def Jam
Maio/2007
Pop, Dance Pop, R&B
O que achamos: Bom

Como não amar Robyn Rihanna Fenty, nossa Rihanninha <3? Antes de Good Girl Gone Bad, a maconheira mais querida do mundo pop ainda não tinha assumido seu trono atual de princesa da porra toda (atrás da rainha Bey, claro), e contava com poucos hits no currículo, como "Pon de Replay" e "SOS". Seus dois álbuns anteriores (e toda a sua estética) remetiam para um rolê praiano caribenho, com músicas que eram a cara do verão, cantadas por uma Rihanna jovem, com cara de quem saía do quarto pra falar com as visitas quando o pai mandava.

Já em GGGB, o próprio nome do seu terceiro álbum não poderia ser mais literal para descrever o rumo que Rihanna estava se encaminhando. De cara, a capa do álbum já mostra outra Rihanna, usando um corte de cabelo curtinho Aeon Flux e com visual clean preto e branco. Pronto. Rihanna, que já flertava com o dance, largou a praia e foi pra night de vez. É claro que a transição menina-mulher da artista não foi nenhuma novidade, afinal, é quase esperado que uma artista pop passe por uma fase ~rebelde~ e dark. Para Rihanna, porém, era muito além de uma fase. Era seu verdadeiro renascimento.

Rihanna bombou como nunca, e não foi à toa. Primeiro ela colaborou com uma porrada de produtores como o Timbaland (que ainda ia fazer a carreira de muita gente até a década acabar), fazendo vários hits de um pop dance com batidas fortes e um pézinho nos anos 80. Depois jogou muito bem o jogo das samples, pescando Michael Jackson em "Don't Stop the Music" e New Order em "Shut Up and Drive". Para completar, fechou a participação de Ne-Yo (eita 2007) e uma bomba de um hit como "Umbrella" com ninguém mais ninguém menos que Jay-Z, chefinho dela CEO da Def Jam.

Além de tudo isso, tem a Rihanna. Não to falando dela cantando não, to falando do ser humano Rihanna.

Começa o clipe de Umbrella. Jay-Z faz um rap qualquer coisa, falando sobre hidroaviões e dinheiro. Foda-se. Aos 30 e poucos segundos, entra quem realmente interessa. Rihanna assumiu as rédeas do processo criativo da sua carreira, olha bem no fundo do seu olho, e você nunca mais desapaixona. GGGB foi a primeira aparição do monstro.

Embora tenha sido a febre de 2007, hoje em dia reouvindo-o, suas falhas são bem evidentes. É um álbum um pouco datado e inconsistente, com letras fracas e que começa a mostrar rachaduras já desde a segunda música. Felizmente, com o tempo os lançamentos da Rihanna se tornaram mais maduros e consistentes sem perder o apelo pop. Em seu último trabalho, Rihanna parece ter encontrado o seu perfeito nicho de pop, conseguindo ser emocionalmente envolvente e imensamente divertido. 

Também, passaram os anos e Rihanna passou por mil transformações. Foi de vítima de violência doméstica para ativista, foi do pop para o dance pro EDM, foi de romântica pra stripper. Mas não importa qual o papel em que ela se joga, existem poucas artistas que conseguem interpretar sempre com um carisma tão honesto, poderoso e único. É lindo ver alguém no pop que consegue emplacar tanto e manter sua individualidade ao mesmo tempo, não se encaixando em nenhum rótulo ou usando qualquer artifício que não seja seu puro carisma. 

Como já diria Drake, não tem como não amar Rihanna.

 

 

 

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