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Marble Skies - Django Django

Marble Skies - Django Django

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Marble Skies

Django Django
Ribbon Music
Janeiro/2018
Indie Rock, Eletrônico
O que achamos: Bom

Em Marble Skies, terceiro álbum da banda, é possível perceber uma guinada para um som alegre, animado e positivo, a começar pelo nome escolhido e pela música de abertura. Conhecidos por juntar referências atuais, inusitadas e de décadas passadas, sem esquecer dos sintetizadores e do universo do indie rock, o Django Django coloca, com Marble Skies, o pop no conjunto de suas experimentações musicais. Sem perder elementos que nos fazem ansiar por mais novas músicas da banda, desde o primeiro álbum, Django Django, de 2012, Marble Skies passa, em misturas que parecem simultaneamente inéditas, estranhas e aceleradas, pelos vocais suaves de Vincent Neff, pela presença marcante de teclas, vocoders, sons setentistas, e pelos beats eletrônicos. Algo que parece arriscado, ainda mais quando esses elementos não representam nem um terço de tudo que o álbum contém.

A primeira faixa, que dá o nome ao álbum, é um começo elétrico e animado para uma sucessão de variadas referências e progressões de gêneros e técnicas. Em seguida, vem "Surface To Air", com a participação de Rebecca Taylor, da banda Slow Club que, se por um lado é uma novidade ao se comparar com o folk regado a violões e vozes abafadas do Slow Club, por outro soa quase decepcionante para o lado Django Django, que parece ter mirado no pop eletrônico que hoje, tão em alta, recheia páginas renomadas de música e playlists pelo mundo afora. A terceira faixa do álbum é a entusiasmante "Champagne", na qual a banda acertou em cheio, com a presença forte dos sintetizadores, do ritmo eletrônico ao fundo e um baixo bem marcado ao longo de seus quase cinco minutos.

Em "Tic Tac Toe", também um ponto positivo, aparecem os aspectos felizes e animados da banda, com batidas aceleradas e uma repetição em eco do título em alguns momentos da faixa. Em seguida, um mergulho no indie rock, com "Further" e "Sundials", ambas maravilhosas, mas que se perdem um pouco, como brinquedos legais em uma caixa desorganizada. E no topo dessa caixa, faixas como a cansativa "In Your Beat", na qual elementos potencialmente muito importantes, como a melodia, não chegam a impressionar.

Alternando-se entre calmaria, experimentalismo, indie rock e dance music, Marble Skies é uma viagem pelo universo artístico do Django Django. Artístico no sentido mais literal da palavra, já que a banda se formou quando o quarteto se encontrou em Edimburgo, na Faculdade de Artes. Não tão forte quanto o álbum de estreia da banda, nem tão confuso quando o polêmico Born Under Saturn, Marble Skies também não deixa de ser uma boa surpresa. O quarteto inglês faz sua mágica provando que a mistura de sons de videogame, espaço sideral, anos 60, 70, 80, pop, rock, e tantos outros elementos pode, ocasionalmente, resultar em pequenas explosões; em outros momentos, pode só ser uma ótima ideia. E é a esse caminho que o Django Django parece fiel, já que o grande charme disso tudo é, sem dúvidas, experimentar coisas novas e fazer um som tão único que acaba se tornando facilmente reconhecível como sendo produto de David Maclean, Vincent Neff, Jimmy Dixon e Tommy Grace.

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