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Always Ascending - Franz Ferdinand

Always Ascending - Franz Ferdinand

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Always Ascending

Franz Ferdinand
Domino Recording
Fev/2018
Indie Rock, Dance Rock
O que achamos: Fraco

Se formos nos basear nos lançamentos e nas listas de melhores álbuns do ano passado (consulte a nossa linda listinha aqui), estamos numa época de comebacks. E não é qualquer comeback não, são comebacks principalmente daquela galera da cena pós-punk indie rockayra que disparou depois do Is This It do Strokes, e digo mais, são bons comebacks (merchan natural parte 2 da nossa listinha pra saber quão bons são esses comebacks, ok?).

Embora seja parte dessa galerinha fazendo bons comebacks agora, o Franz infelizmente passou longe da qualidade do material lançado ano passado por bandas como The National e LCD Soundsystem. Um hiato de 5 anos distancia Always Ascending do último álbum do Franz, Right Thoughts, Right Words, Right Actions, mas suas falhas são semelhantes. Always Ascending carece tanto da força das boas composições que marcaram os 3 primeiros álbuns do grupo, como também, em suas falhas, rouba Franz Ferdinand do charme natural que sempre teve.

O single de abertura, de mesmo nome do álbum, fortalece meu argumento com os meus migos aqui do Timbre de que devíamos criar a classificação "num é ruim mas é qualquer merda". A música começa bem Bowie, com um pianinho e um Alex Kapranos invocando "Life on Mars?", para depois engatar no synth uma onda disco que permeia todo o álbum com bastante intensidade. Não prende, não gruda, não emociona, e entretém o mínimo.

"Lazy Boy" e "The Academy Award" chegam a se aproximar do território Everything Now de ruim, com suas letras vazias que só conseguem evocar um sentimento de "que?". Já a tentativa de abordar temáticas mais relevantes, que é a faixa "Lois Lane", um tipo de ode ao jornalismo (tema interessante em uma época de factóides facebookianos), falha miseravelmente, com versos como "Because journalism could change the world/ And if you change the world/ Then you could be happy/ Yeah, you could be happy". 

Letras a parte, as últimas três faixas do álbum se salvam um pouco. "Feel The Love Go" possui uma melancolia-dançante disco interessante, enquanto "Glimpse of Love" consegue manter um bom clima, embora suas letras críticas a romances millenial como "I need love/So someone better bring me a photographer" sejam decepcionantes em sua pretensão de esperteza. Mas desculpem, eu disse que ia deixar as letras de lado. Na verdade, vou aproveitar e deixar Always Ascending de lado também, torcendo para que Franz consiga se recuperar numa próxima empreitada.

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