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Con Todo El Mundo - Khruangbin

Con Todo El Mundo - Khruangbin

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Con Todo El Mundo

Khruangbin
Dead Oceans
Janeiro/2018
Rock Psicodélico, Surf Rock, Southern Rock
O que achamos: Bom

Com Todo Mundo. Isso mesmo, o título é ambicioso. A música? Nem tanto. Isso é ruim? Nesse caso, não mesmo. Estamos entrando em um mundo suave, com a textura de plumas nos seus ouvidos. Prepare-se e aguce os seus ouvidos para o descanso auricular que você não sabia que estava precisando. Com Todo El Mundo é o segundo álbum de estúdio dos texanos do Khruangbin, e é uma delícia.

O trio texano composto por Laura Lee (baixo), Mark Speed (guitarra) e Donald Johnson (bateria) é uma agradável surpresa do início de 2018. Seu som é 90% instrumental, com eventuais vocais simples (a letra de "Lady and Man" vale a pena pela sua ironização das frustrações que temos com nossas próprias expectativas e como despejamos isso nas pessoas ao nosso redor) e refrescantes para acompanhar a brisa sonora que o grupo constrói com seus instrumentos.

O que mais chama a atenção no som do Khruangbin é como, ao mesmo tempo que sua música evoca um lugar comum, ainda assim ela difere um pouco de tudo que já ouvimos, seja nos seus compassos, nas suas melodias, na leve sonoridade adotada. É contagiante se perguntar o que você ainda não tinha ouvido ali que faz com que o álbum permaneça tão intrigante durante essa sessão de relaxamento.

A resposta para isso com certeza são as diferentes influências do trio. Inegavelmente a o rock sulista e sua clássica pegada desértica e árida estão ali, junto com o gingado da música latina que está na herança familiar deles. Junte a isso a pesquisa musical realizada pela banda de rock/funk asiático, e você descobre a chave do sucesso desse álbum. Não à toa, Khruangbin em tailandês significa vôo de motor em português, e toda a vibe de maconha na praia ouvindo um blues psicodélico vem à tona.

Não dá pra dizer que esse é um marco, um registro definitivo para os músicos. O meio do disco perde força em comparação com seu início e fim (“Como Me Quieres” abrindo e “Friday Morning” fechando o disco é como um sonho), mas ainda assim o todo da viagem é mais do que suficiente para querer repetir o trajeto outras vezes.

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