Olá!

Somos o Timbre. Um espaço de opinião sobre música vibrando em novas frequências.

The Neighbourhood - The Neighbourhood

The Neighbourhood - The Neighbourhood

jsf297-theneighbo-preview-m3_550x550.jpg

The Neighbourhood

The Neighbourhood
Columbia
Março/2018
Indie Rock, Eletropop
O que achamos: Ruim

Então... The Neighbourhood é uma banda californiana, formada em 2011. Eles tem uma base de fãs sólida, e tiveram um impacto considerável nas paradas de sucesso americanas com seu primeiro material, especialmente os singles do álbum I Love You, lançado em 2013. “Sweater Weather” em particular tem mais de 200 milhões de visualizações no Youtube, e entrou no Top 20 da Billboard.

Eles fazem um indie rock honesto, sabe? Os sons vem diretamente da cartilha do rock montado para o mainstream atualmente, uma mistura de sonoridade do Arctic Monkeys do álbum AM, adicionando uns toques eletrônicos, tendo uma vibe bem chill, bem atmosférica, californiana mesmo, eu diria. Isso faz com que os instrumentais sejam gostosamente familiares, e a voz do Jesse Rutherford se mistura bem com esse contexto.

O que acontece é que, no terceiro álbum do grupo, falta muita coisa. E por faltar muita coisa, eu fico pensando se a falta de um nome diferente do nome da banda para nomear o disco foi uma forma de preguiça, ou um acompanhamento da falta de criatividade que permeia o álbum. Porque não é possível que a ideia seja dar um status de álbum homônimo a um álbum tão esquecível e sem cor.

O principal ingrediente que falta é criatividade. São 12 faixas, e nenhuma delas é um hit. Nenhuma das 12 faixas me chamou a atenção por ter um arranjo diferente ou algo que me pegasse desprevenido. Nada de único ou que me indicasse “nossa, o The Neighbourhood está tocando” apareceu. Os vocais são tão sem inspiração que também não demandam atenção, e lá pela faixa 4, é difícil se manter concentrado.

As letras são tão lugar-comum, que é difícil eu escolher um momento específico para dar de exemplo, tamanha mediocridade das composições. Todas giram em volta de amores não correspondidos de uma forma infantil e previsível, mesmo nos momentos em que são palpáveis as tentativas de serem diferentes na escrita. Um exemplo é em “Void”: “Always feel inadequate/Same way that my daddy did/Mama told me not to try/And I should have taken her advice”. O uso de alusões ao pai e à mãe é um dos muitos clichês utilizados pelo grupo durante todo o processo de audição do registro.

Apesar de bem feito, o som do Neighbourhood é muito sem personalidade. Esse álbum homônimo se beneficiaria de melodias mais fora da caixa e um contexto lírico mais surpreendente, que envolvesse o ouvinte e fizesse com que quem gastou 40 minutos ouvindo o que a banda tem a oferecer saísse mais feliz e menos confuso do processo.

American Utopia - David Byrne

American Utopia - David Byrne

Conheça o Amphères

Conheça o Amphères