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Novas Famílias - Marina Lima

Novas Famílias - Marina Lima

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Novas Famílias

Marina Lima
Pommelo
Março/2018
MPB
O que achamos: Bom

Em 1984 a carioca Marina Lima explodia com a canção "Fullgás", levando para as paradas nacionais seus sintéticos e tornando-se referência no assunto. Em 2018, lança seu 21° álbum, "Novas Famílias", que traz forte teor político e pluralidade de estilos.

Estava passando pelo "MTV Playlist: Brasileira" quando o clipe de "Só Os Coxinhas" surgiu. Primeiro single do álbum, é composta por um audiovisual simples, com proposta de funk e uma letra igualmente suave. Daquelas música-chiclete que como o título já dá a entender, critica "coxinhas", pessoas alienadas pelo sistema e que segundo a própria autora, pensam apenas em dinheiro. "Vai, coxinha, vai! / Vai, vai! / E não esquece de dizer pro seu gerente / Que você está dando o seu melhor".

E foi então que decidi ouvir o álbum "Novas Famílias", afinal, o peso histórico de Marina Lima é inegável. Da guarânia “Novas Famílias” à balada “Do Mercosul”, a cantora passa por samba funk (“Juntas”), música eletrônica (“Árvores alheias” e “Mãe gentil”), funk (“Só os coxinhas”), samba (“Climática”) e tecnobrega (“É sexy, é gostoso”).

Formulado a partir das novas formas de família, é uma composição que chega pensando no Brasil aqui e agora. A capa, com um look inspirado no black-boc e as letras politizadas. Até mesmo a variedade de gêneros serve para compor uma diversificação que é um dos símbolos do país.

Se tratando de parcerias, retoma aquela com o irmão Antônio Cícero, que havia sido rompida no começo dos anos 2000. Ademais, contamos com a presença do duo Strobo, Letícia Novaes, Silva, Dustan Gallas entre outros nomes. Das sete faixas, seis são inéditas.

Porém, algo a se discutir antes de tudo é o timing. Embora planejado desde 2015, "Novas Famílias" chega pós-amores pixelados e artes plásticas. Depois do sucesso de Tropix (Céu, 2016) e Letrux em Noite de Climão (Letícia Novaes, 2017) - que beberam da fonte de Marina Lima, participante do segundo álbum citado - fica difícil ouvir um álbum que contenha a presenta de synths. Desde o rock da Far From Alaska ao indie da Moxine, é fato: estamos saturados do mesmo elemento.

Marina Lima fez-se como referência na música nacional, principalmente na produção dos últimos anos. Isso faz com que para os ouvintes contemporâneos, principalmente para aqueles que não tem iniciação, seu trabalho soe como só mais um no mercado.

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