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so sad so sexy - Lykke Li

so sad so sexy - Lykke Li

so sad so sad so sexy

Lykke Li
RCA
Junho / 2018
Pop
O que achamos: Muito Bom

Faz quatro anos desde que Lykke Li lançou seu imaculado I Never Learn, o trabalho que firmou de vez seu nome ao lado de grandes da composição e atraiu todos os olhos para a sua obra.  Nesse tempo longe dos holofotes, Li passou por importantes momentos da sua vida, como a morte da sua mãe e o nascimento do seu filho, além de seu projeto paralelo que, apesar de não ter tido um bom desempenho comercial, elevou Li a um novo patamar de expressão e deixou todos em alerta para o que a sueca estaria preparando a seguir.

Com o fim de sua trilogia e longe de sua terra natal, Li se despede metaforicamente de sua aura indie e assume uma persona diferente para esse material que representa um novo rumo para a carreira da sueca. Sem seus colaboradores usuais, ela conta com um time repleto de hitmakers e grandes nomes que ajudam a elaborar seu novo trabalho, lançado pelo selo da RCA, e sob forte influência do R&B e do trap, além de uma inspiração pop que seus trabalhos antigos não chegaram a conhecer.

Toda essa mudança reflete em seu novo projeto, so sad so sexy, onde Li se reinventa sonoramente apostando em algo mais comercial e radiofônico, um som sensual e melancólico com melodias pegajosas e baladas atmosféricas onde batidas sintéticas dançam lado a lado com instrumentos analógicos de forma fluida e consistente.  Nem mesmo os vocais da sueca ficam de fora de tal transformação uma vez que ela usa toda sua técnica vocal para cantar no tom correto da música, algo inédito pra mesma, mas não de forma efetiva, como se nota no decorrer do álbum.

Basicamente Li molda o que há de tendência e adiciona sua própria perspectiva, entregando algo distante do familiar mas que não foge totalmente dos padrões que a mesma costuma apresentar. São canções sobre relacionamentos afetuosos de forma singular e sensualidade, temas recorrentes em seu trabalho, mas há sempre paixão na forma na qual Li entrega suas faixas. O trauma e a dor, a culpa e a sua aceitação, além de fantasias íntimas e noitadas regadas a álcool, formam os personagens e o cenário que Li canta e conhece como ninguém.

Apesar de não ser o trabalho mais expressivo de sua discografia, so sad so sexy não é ruim. "Utopia" e "last piece" são sem dúvidas os pontos altos do trabalho, e um sobressalto em relação a resto do conteúdo. "Better Alone" facilmente poderia ser algo cantado por Selena Gomez, "deep end" e "sex money feelings die"  lembram vagamente Lana del Rey, mas Li mantém o controle a ponto de não soar como uma simples cópia, e sim uma canção original e dentro do conceito apresentado. O álbum é apenas a porta de entrada para o que a estrela do indie pop pretende apresentar futuramente.

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